Síndrome de Burnout: estresse, exaustão emocional...
- reginacypriano
- 20 de out. de 2020
- 4 min de leitura

Em 1974, o conceito de burnout surgiu para nomear o esgotamento típico das profissões de cuidado. É geralmente definido como síndrome psicológica decorrente do estresse crônico laboral, composta por três dimensões: exaustão emocional (sensação de esgotamento de recursos físicos e emocionais), despersonalização ou cinismo (reação negativa ou excessivamente distanciada em relação às pessoas que devem receber o cuidado/serviço) e baixa realização pessoal (sentimentos de incompetência e de perda de produtividade).
O trabalho é uma atividade que pode ocupar grande parcela do tempo de cada indivíduo e do seu convívio em sociedade. Dejours (1992) afirmava que o trabalho nem sempre possibilita realização profissional. Pode, ao contrário, causar problemas desde insatisfação até exaustão. Estudos mostram que o desequilíbrio na saúde do profissional pode levá-lo a se ausentar do trabalho (absenteísmo), gerando licenças por auxílio-doença e a necessidade, por parte da organização, de reposição de funcionários, transferências, novas contratações, novo treinamento, entre outras despesas. A qualidade dos ser viços prestados e o nível de produção fatalmente são afetados, assim como a lucratividade (Moreno-Jimenez, 2000; Schaufeli, 1999c).
A exaustão emocional abrange sentimentos de desesperança, solidão, depressão, raiva, impaciência, irritabilidade, tensão, diminuição de empatia; sensação de baixa energia, fraqueza, preocupação; aumento da suscetibilidade para doenças, cefaléias, náuseas, tensão muscular, dor lombar ou cervical, distúrbios do sono (Cherniss, 1980a; World Health Organization, 1998). O distanciamento afetivo provoca a sensação de alienação em relação aos outros, sendo a presença destes muitas vezes desagradável e não desejada (Cherniss, 1980a; World Health Organization, 1998). Já a baixa realização profissional ou baixa satisfação com o trabalho pode ser descrita como uma sensação de que muito pouco tem sido alcançado e o que é rea- lizado não tem valor (Cherniss, 1980a; World Health Organization, 1998).
Fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome de burnout

Para a enumeração dos fatores de risco para o desenvolvimento do burnout, são levadas em consideração quatro dimensões: a organização, o indivíduo, o trabalho e a sociedade (World Health Organization, 1998).
Organização
Em relação aos fatores relacionados à organização que influenciam o desenvolvimento do burnout, alguns itens são mencionados na tabela 2.

Indivíduo
Acredita-se que características próprias do indivíduo podem estar associadas a maiores ou menores índices de burnout (Tabelas 3 e 4).


Trabalho
Em relação aos fatores relacionados ao trabalho, alguns associados à síndrome de burnout são citados na tabela 5.

Sociedade
Os fatores sociais associados à síndrome de burnout são apresentados na tabela 6.

E a Medicina Chinesa, pode ajudar? SIMMMMM
A medicina chinesa tem uma potencialidade tão grande que, embora originada a milhões de anos atrás, pode diagnosticar e tratar com sucesso os problemas de saúde gerados pelo estilo de vida do século atual, a qual se encontra muito distante do contexto em que viveu a sociedade oriental. Um dos seus pontos fortes é a sua simplicidade, como por exemplo a causa das patologias advindas das emoções, clima e dieta, no entanto, é preciso haver uma adaptação da cultura chinesa às circunstâncias ocidentais pela profundidade do conhecimento necessário às teorias do Yin-Yang, dos cinco elementos, e do Zang-Fu.
Sob o olhar da Medicina Chinesa, transtornos mentais podem ser caracterizados como estagnação, desequilíbrio e/ou deficiência de Qi (energia) e Xue (sangue).
Além da acupuntura, um dos recursos utilizados na medicina chinesa é a auriculoterapia. A auriculoterapia tem ganhado reconhecimento de seus efeitos positivos em distúrbios físicos, psíquicos e mentais. Sendo uma das práticas da MTC, utiliza específicos pontos do pavilhão auricular, para tratar várias desordens do corpo empregando como instrumentos agulhas, semente ou cristais para fazer a estimulação dos pontos energéticos. Kurebayashi et al (2012) comprovou em ensaio clínico que a auriculoterapia tanto com agulhas quanto com sementes pode produzir impacto positivo na melhoria da estratégia de enfrentamento cognitivo e comportamental ao estresse.
A auriculoterapia é uma técnica de fácil aplicação, sem a necessidade de grandes equipamentos, basta uma cadeira confortável e um profissional habilitado para a aplicação da técnica, o que torna possível ser realizada em ambiente profissional.
Fica a dica para a adesão de sua empresa! Contrate um profissional habilitado para cuidar da saúde e bem estar dos seus funcionários. Esse investimento na vida do seu colaborador beneficia ambos os lados! Um funcionário saudável é mais produtivo e envolvido com a empresa!
Se precisar de algum esclarecimento, entre em contato comigo!!!
DICA: existem pequenas ações em nosso dia a dia que podem nos ajudar a evitar o desenvolvimento da Síndrome de Burnout:
• Faça atividade física regularmente. • Participe de eventos sociais com familiares e amigos. • Saia da rotina, visite novos lugares, programe atividades novas para os dias da semana ou nos fins de semana. • Evite o contato com pessoas negativas e afaste-se das reclamações alheias. • Defina pequenos objetivos profissionais, pois, dessa forma, você não irá se cobrar tanto para realizar novas conquistas.
Referências:
1. Trigo, T.R. et al. / Rev. Psiq. Clín 34 (5); 223-233, 2007
2. Vieira I, Russo JA. Burnout e estresse: entre medicalização e psicologização, Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 29(2), e290206, 2019
3. Silva, CCS, Auriculoterapia e a síndrome de burnout em enfermeiras da atenção primária e,m saude, 2018. UFRN - Biblioteca Setorial Bertha Cruz Enders -Escola de Saúde da UFRN - ESUFRN
Commentaires