HERPES-ZÓSTER: a doença causada pelo vírus da catapora que pode ser ativada pelo estresse
- reginacypriano
- 24 de nov. de 2020
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A herpes-zoster é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zóster - o mesmo responsável pela catapora. A catapora, ou varicela, é transmitida de pessoa para pessoa, acomete principalmente crianças em idade escolar e provoca lesões no corpo todo, braços, pernas, rosto, tronco e, às vezes, até dentro da boca. São lesões em forma de vesícula, isto é, pequenas bolhas cheias de líquido, cercadas por uma área avermelhada, característica de inflamação. Depois, essas bolinhas d’água criam cascas chamadas crostas que secam e caem, deixando uma pequena cicatriz que desaparece com o tempo. Na maioria dos casos, a doença evolui para cura espontânea. Embora seja incomum, a varicela pode ocorrer em pessoas de mais idade.
O herpes-zóster é outro tipo de doença causada pelo mesmo vírus que fica incubado num nervo depois que provocou catapora. Cerca de 20% das pessoas podem ter herpes-zóster em algum momento da vida.
"O vírus fica alojado em gânglios nas regiões do tórax ou do abdômen e um dia, por causa da queda da imunidade ou porque a pessoa está mais velha, ele aparece como herpes-zoster", explica Maisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Mesmo aqueles que não tiveram catapora na infância podem desenvolver a doença na vida adulta. "Não precisa ter tido a doença, basta contato com o vírus. E a população brasileira é muito exposta a ele - 94% está infectada com o varicela-zóster", afirma.
A doença é mais comum após os 50 anos - no entanto, o diagnóstico em jovens tem sido frequente. O estresse, é um dos fatores que vem mudando o perfil daqueles afetados pela infecção e fazendo a doença aparecer cada vez mais cedo.
"Estamos vendo a doença em mais jovens, vejo muito naqueles em pré-vestibular", diz a médica. "Tudo o que diminui a imunidade pode levar a herpes-zoster. O estresse acorda o vírus."
Como a doença se manifesta?
A herpes-zóster é uma infecção viral que provoca bolhas na pele e dor intensa. Pode aparecer em qualquer região do corpo, sendo o tronco e o rosto as mais comuns.
Essas lesões, na maioria dos casos, aparecem na forma de uma faixa em um dos lados do corpo, o que é uma das principais características do herpes-zóster, que a lesão não ultrapassa a metade do corpo, ou seja, a linha média que divide o corpo em duas partes: o lado direito e a lado esquerdo.
Apesar de não representar um risco de vida iminente, pode provocar a incapacidade física do membro por ela atingido.
A transmissão da herpes-zóster, é diferente da varicela, embora seja o mesmo vírus. A varicela é por via respiratória. A herpes-zóster é transmitida por contato direto com as lesões da pele do indivíduo infectado (o vírus fica alojado nas vesículas que se formam na pele).
Principais sintomas
· Coceira;
· Formigamento;
· Dor de cabeça;
· Febre;
· Distúrbios gastrointestinais;
· Dor nevrálgica;
· Dores muito fortes que seguem o caminho do nervo e podem persistir após o desaparecimento das lesões cutâneas;
· Aparecimento de bolhas na pele;
As bolhas são semelhantes às mesma causadas por infecção do herpes humano simples. Elas são cheias de líquido que contém o vírus varicela zóster.

Quando aparecem no rosto seguem o feixe de enervação e atingem o nervo trigêmeo e, nos casos mais graves, podem provocar cegueira e surdez.
Possíveis complicações
A complicação mais comum é a neuralgia pós-herpética.
Ela é uma continuação da dor que acomete o paciente após o desaparecimento das bolhas na pele e se estende por várias semanas ou meses.
A neuralgia pós-herpética é mais frequente em pessoas com mais de 60 anos, e causa incapacidade para a realização de atividades tidas como normais.
A herpes-zóster ainda pode ter outras complicações, a depender do local afetado, como:
· Pneumonia;
· Problemas de audição;
· Inflamação na córnea e problema de visão (é uma complicação menos comum, mas acontece quando o vírus varicela-zoster atinge o olho).
· Cegueira;
· Inflamação no cérebro.
A doença pode levar à morte. Mas, apenas em casos muito raros e geralmente em pessoas idosas, com idade superior a 80 anos.
Ou nas pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, em caso de AIDS, leucemia ou tratamento contra o câncer.
O Cobreiro, na maioria dos casos, é diagnosticado com base nas informações fornecidas pelo paciente e com o diagnóstico clínico, examinando as bolhas.
Também pode ser realizada a análise laboratorial das bolhas, onde o médico faz uma raspagem no local.
Tratamento
O tratamento envolve medicamentos antivirais e analgésicos e, quanto mais cedo o paciente buscar o hospital, maior as chances de sucesso. O princípio ativo utilizado para conter a herpes-zoster, o aciclovir, evita a expansão das lesões, mas só tem efeito se tomado até 72 horas após o aparecimento dos sintomas. Por isso, rapidez na busca de ajuda é essencial.
"Após 72 horas, não pode mais usar o remédio, então a demora no diagnóstico pode levar à perda do timing de tratamento. Quando isso acontece, trata-se a dor e as outras características, mas não a doença", explica Kairalla.
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